Aleatoriamente

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Um belo dia você lembra que teve um notebook. Olha para seu iPad e pensa – “Como essa porcaria minúscula que está nas minhas mãos pode ser mais potente que aquele trambolho que me acompanhava para todos os lados durante minha graduação”.

Por mais fofucho e potente que seja o iPad ele não foi feito pro trabalho pesado. Fui procurar o notebook para poder trabalhar deitado na cama e me esconder do frio. O note estava escondido no criado mudo do lado da cama, ainda com todos os selos da charneira de 2011 colados nele e com a bateria descarregada. Conectei o cabo na tomada e fui tomar um café, deixando ele carregar um pouco. Quando voltei liguei o bichinho.

Fazia um ano que esse note não era ligado e o que aconteceu foi algo estranho. Um misto de nostalgia, viagem no tempo e invasão de privacidade. Nostalgia é fácil de entender, mas e a invasão de privacidade? Sabe aquela sensação quando vc pega o notebook, celular, tablet de alguém e sem querer vc vê uma mensagem ou algo que não era para estar vendo e bate aquela vontade de dar uma fuçadinha. Foi mais ou menos assim, estava sendo curioso comigo mesmo.

Quem era esse cara de 2 anos atras? O que ele ouvia? Com quem conversava? Estava tudo ali documentado e congelado no tempo. Fiquei olhando tudo aquilo e o coração deu uma apertada. Bateu uma saudade, tanta coisa … As vezes a gente esquece que esses aparelhos são coisas muito pessoais. Neles ficam guardados um pouco da personalidade. Musica, filmes, fotos, sites acessados, bate-papos (no finado messenger), anotações, documentos, contas, desenhos … Fechei a tampa do note, fui na cozinha tomar água voltei e abri. A tela preta que ficou me lembrou pq eu tinha engavetado o aquele pc velho e estragado. Voltei pro iPad e pra mim mesmo nos dias de hj.